quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pastor publica carta pastoral sobre homossexualidade


A presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) emitiu, na sexta-feira, 24, uma Carta Pastoral sobre homoafetividade. O texto reafirma o amor incondicional de Deus, destaca a discriminação sofrida por homossexuais e enfatiza o respeito mútuo pelas posições distintas, de diálogo franco, desarmado e fraternal.
Assinado pelo pastor presidente, Nestor Paulo Friedrich, o documento aceita a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece a união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, entendida como sinônimo de “família”.
Lembra os posicionamentos emitidos em 1999 e 2001, a partir dos quais reafirma que o grau de dificuldade para lidar com o assunto relações homoafetivas ou homossexualidade não diminuiu; que o amor incondicional de Deus pelos humanos é a base essencial para abordar esse tema. Enfatiza que as pessoas de orientação homossexual – por serem discriminadas e estigmatizadas – e seus familiares sofrem muito.
Apontou as limitações inerentes à eclesialidade luterana, por não haver um magistério com prerrogativa de estabelecer normas éticas a serem seguidas pelos fiéis. Destaca que pastores e pastoras têm a responsabilidade de orientar as pessoas para o discernimento ético, fortalecendo-as a tomarem, em liberdade e responsabilidade, suas próprias decisões diante de Deus.
Às comunidades, recomenda o zelo para evitar uma postura maniqueísta, que distingue o bem e o mal. Observa que há questões em que cristãos devem lidar com a tensão oriunda da dificuldade de dar respostas rápidas, propõe a convivência com o debate difícil, mas sério, aberto, respeitoso, e diz que a separação entre joio e trigo caberá ao Senhor.
Entende que o importante é o empenho do Estado para superar a intolerância, o preconceito, a estigmatização de comportamentos e as consequências que provocam violência, sofrimento, perseguição e morte. Insiste que a intolerância é fonte de condenações e que, do ponto de vista do Estado, a decisão do STF quer impedir isso.
Assim, espera que o Estado assegure e concretize os direitos fundamentais da liberdade de pensamento, de crença e de manifestação. Que coíba a violência decorrente de posturas extremas, como querer calar a voz dos que buscam o diálogo.
Afirma que somente se crescerá e avançará nesse tema, se a opção for por uma postura de respeito mútuo pelas posições distintas, de diálogo franco, desarmado e fraternal, de busca da superação da exclusão e, que proponha uma “opção radical por manifestações e gestos que deem lugar à graça e ao amor de Deus”.
para ler a integra da carta. Clique aqui.

Exorcistas acusam internet de deixar os jovens mais vulneráveis ao diabo


Sacerdotes católicos e especialistas em exorcismo reunidos em um curso para exorcistas em Roma alertaram que o acesso à internet e a novas tecnologias facilita o contato com seitas satânicas e a difusão do culto ao demônio. Uma preocupação dos organizadores do curso, organizado pela Universidade Regina Apostolorum, é o risco de que os jovens, muitos dos quais utilizam a internet regularmente, estejam mais vulneráveis ao satanismo.
“O sacerdote com uma boa preparação pode ajudar muito a enfrentar o problema do fascínio exercido pelo satanismo sobretudo em jovens frágeis ou que vivem em situação de dificuldade”, disse o porta-voz da Universidade Regina Apostolorum, Carlo Climati, ao apresentar o curso.
O padre Cesare Truqui, um dos organizadores, disse que, “além de padres, há psicólogos, médicos, advogados e outros especialistas que ajudam os sacerdotes no discernimento dos casos, para entender se o que se passa com a pessoa sai da normalidade”.
Um dos professores do curso, o padre exorcista Gabriele Nanni, disse que as pessoas ficam expostas ao buscar na web informações sobre práticas satânicas e ocultismo.
“Graças à internet há grande difusão de esoterismo e satanismo, e é justamente por meio destas práticas que muitas pessoas sofrem ataques do demônio, ainda que não a ponto de serem totalmente possuídas”, disse o religioso, segundo a agência de noticias Ansa.
Nanni informou que, nos últimos anos, aumentou o número de padres exorcistas. ”No mundo eclesiástico, há um aumento da atividade dos exorcistas, com um interesse maior sobretudo por parte dos sacerdotes mais jovens”, afirmou Nanni.
Giuseppe Ferrari, diretor da Gris, instituto reconhecido pela Conferência Episcopal italiana, confirmou a percepção da difusão do satanismo via internet.
“Dados científicos confirmam esta tendência. Recebemos muitas denúncias e pedidos de ajuda de pessoas que se envolvem com seitas satânicas e outros tipos de seitas”, disse.
“A internet é um veículo de informação onde se encontra de tudo. Num site de rock tipo ‘heavy metal’, por exemplo, abrem-se links para sites, e as vias de acesso são infinitas.”

Meninas são forçadas a trocar de sexo


O governo do Estado indiano de Madhya Pradesh está investigando denúncias de que mais de 300 meninas foram cirurgicamente transformadas em meninos em uma cidade de Indore. Os pais teriam pagado o equivalente a R$ 5 mil para que fosse realizada essa operação plástica.
Mulheres e ativistas dos direitos da criança denunciaram a prática como algo que “escarnece das mulheres na Índia”. O desejo dos pais em transformar suas filhas em filhos é a esperança de melhorar as perspectivas da família pelo casamento.
Ranjana Kumari, do Centro de Pesquisas Sociais e uma das líderes ativistas contra o feticídio feminino, disse que a transformação cirúrgica de meninas em meninos é um sinal de crescimento da ”loucura social” na Índia.
“As pessoas não querem compartilhar suas propriedades ou investir em dotes para as filhas nem pagar para que ela estude. É uma classe média ávida por ter cada vez mais dinheiro.”
Há décadas a Índia já pratica o feticídio feminino – abortos seletivo de sexo – por famílias que temem os custos do casamento e os dotes que precisam pagar. Estima-se que existam no país sete milhões a mais de meninos que meninas com idade inferior a seis anos. Agora os ativistas dizem que a opção pela cirurgia significava que as meninas não estão mais seguras, mesmo depois do nascimento.
O doutor VP Goswami, presidente da Academia Indiana de Pediatria, em Indore, considera o procedimento absurdo.
“A genitoplastia é possível em um bebê normal, que nasce com ambos os sexos. Porém, mais tarde esses órgãos não vão crescer com a influência hormonal e isso resultará em infertilidade, bem como impotência. É uma notícia chocante e vamos tomar as medidas corretivas “, disse ele.
“Os pais precisam considerar o impacto social, além do trauma psicológico de esses procedimentos podem gerar na criança.”
Para resolver esse problema, o governo precisa salientando o valor espiritual que uma mulher traz a uma casa na cultura hindu.
“Na Índia, dizemos que deus reside na casa onde há uma mulher, mas que saiu dali por causa de tanta cobiça. Precisamos enfatizar a riqueza espiritual que uma menina traz a uma família e também apoiar as famílias mais carentes com subsídio financeiro e empregos”, acrescentou Ranjana Kumari.

Harry Porter, o menino bruxo


Harry Potter, o menino-bruxo:
1. Pratica a feitiçaria
Pessoalmente não conheço nenhum pai cristão que tenha presenteado um
manual de bruxaria ao seu filho. Contudo, conheço alguns genitores que
ingenuamente deram a seus filhos um manual de bruxaria camuflado – um
dos livros da série Harry Potter.
Harry Potter não é apenas uma bruxaria bobinha de jogar quadribol
voando em vassouras, pois apresenta também ocultismo da pesada onde
existem maus agouros e conjuros em cemitério. No quarto livro da
série, Harry é amarrado numa lápide em um cemitério onde é preparada
uma poção com os seguintes ingredientes: o sangue de Harry Potter, o
osso do cadáver do pai de Lord Voldemort (o bruxo malvado da série) e
a carne do escravo Rabicho (que para isso amputou a sua própria mão
direita). Tudo isso foi jogado dentro de um caldeirão. O resultado
desse feitiço foi o ressurgimento do corpo do temível Lord Voldemort.
Puxa! Conheço alguns ex-”pais de santo” que asseguram que realizavam
cerimônias de despachos muito semelhantes em alguns cemitérios. Se os
outros livros da série, a serem publicados, continuarem nesse mesmo
ritmo, vão rivalizar com os terreiros de macumba! Estes que se cuidem,
Harry Potter está aqui…
2. O Natal sem Cristo
O feriado de Natal está presente na saga de Harry Potter, com trocas
de presentes e árvores de Natal, porém sem qualquer menção ao nome do
aniversariante – Jesus Cristo! Acredito que se trate de uma omissão
proposital! Um Natal sem Cristo é só fantasias, sem a verdadeira paz e
esperança. Os anjos, ao anunciarem o nascimento do Salvador,
proclamaram: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre
os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2.14). O natal sem Cristo
proporciona apenas alegrias efêmeras e superficiais, mas carece de paz
real para os homens.
3. Familiarização com imagens grotescas
Quando era criança, um dos meus heróis era Rintintin, mas hoje é
diferente. Atualmente, os heróis dos nossos filhos são quase sempre
monstros deformados, grotescos e mutilados. O leitor de Harry Potter
familiariza-se com um mundo tenebroso. Nestes tempos de Harry Potter,
o imundo tornou-se lindo. Os heróis das nossas crianças podem ser
aberrações monstruosas que se arrastam para fora dos esgotos,
simulando inocência e fingindo tendências bondosas.
Veja o que a Bíblia diz: “…que sociedade pode haver entre a justiça
e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia,
entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (2
Coríntios 6.14-15).
4. Desrespeita regras
Harry mente, trapaceia, quebra regras, desobedece às autoridades
constituídas (dos tios e dos professores), porém, no final sempre se
sai bem (na vida real, no entanto, não é bem assim). O que a Bíblia
ensina sobre o nosso relacionamento com as autoridades? “Todo homem
esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que
não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele
instituídas” (Romanos 13.1).
5. É vingativo
Harry Potter não conhece o que é perdoar ou dar a outra face. Ele tem
um profundo ressentimento com seus tios cruéis. Em vez de perdoá-los,
fica feliz em se vingar. Após ter sido bastante insultado por tia
Guida, lançou um feitiço que fez a mesma começar a inchar como um
balão e por pouco ela não estourou. Harry também não suporta um mau
colega rival, Draco Malfoy, e fica satisfeito quando o menino erra.
Harry Potter desconhece que existe um único Deus acima de tudo e de
todos, portanto, é ignorante acerca de que a vingança pertence ao
Senhor e não ao ser humano. O Senhor Deus declara: “A mim me pertence
a vingança” (Deuteronômio 32.35a).
6. Desestimula a boa leitura
Quem afirma isso é o norte-americano Harold Bloom, “o mais importante
crítico literário em atividade”, em entrevista à revista Veja: “A
linguagem é um horror. [...] E o livro inteiro é assim, escrito com
frases desgastadas, de segunda mão”.
: “A temática de Harry Potter é profundamente mística e inteiramente
comprometida com bruxaria, feitiçaria e esoterismo, e é apresentada
como literatura mimetizada em contos pueris, quando na realidade é
perversa e advinda do inferno.”
Que este artigo não seja apenas mais uma crítica, mas que contribua
para que os leitores reflitam e sejam cuidadosos, incentivando muitos
a desmascarar esse sutil engano que se infiltra em nosso meio – para
que juntos possamos arrancar mais uma máscara sorridente da face do
mal. Por trás de um manto de ingenuidade, a série Harry Potter tem
seus dentes e garras sujos de sangue, pois nela está disfarçado o
próprio inimigo das nossas almas. Lembre-se… nestes tempos de Harry
Potter o alerta de Jesus Cristo é muito oportuno: “Vê, pois, que a luz
que há em ti não sejam trevas” (Lucas 11.35).

Pastor manda recado a Lana Holder: “De Deus não se zomba”


O pastor Ciro Sanches Zibordi (foto) autor dos best-sellers “Erros que os pregadores devem evitar” e “Erros que os adoradores devem evitar”das obras, além de “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A”, “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer” e “Teologia Sistemática Pentecostal”, aproveitou um espaço oferecido pelo jornal Christian Post e comentou sobre “pregadora” Lana Holder e a trajetória de seu ministério.
Na mensagem ele deixa um recado: “Que saibam as fundadoras da Comunidade Cidade de Refúgio “De Deus não se zomba”.

Leia o texto na íntegra:

Há alguns anos, eu ganhei de um gerente de loja evangélica uma fita de vídeo de uma famosa pregadora. O irmão me disse: “Os vídeos dessa irmã estão vendendo muito. Ela prega demais”. Desejoso de ouvir uma mensagem cristocêntrica, acabei me decepcionando…
Assustei-me com o que vi logo no primeiro minuto da “pregação” e nem assisti ao vídeo todo. A pregadora (pregadora?) imitava os trejeitos de famosos animadores de auditório e quase punha as entranhas para fora, ao pronunciar o aleluia final. E a sua exposição não tinha começo, meio e fim. Não sabendo aplicar bem a simbologia bíblica, ela atrelou o precioso sangue de Cristo a uma inundação de poder: “Receeeba o rio de sangue”.
Gosto muito de ouvir pregadoras que mantêm a feminilidade. Deus fez as mulheres sensíveis, delicadas, detalhistas, singularmente inteligentes e cativantes. Mas, assim como é estranho ver um pregador desmunhecando e rebolando, causa espanto assistir a uma pregadora que emprega gesticulação masculina e possui voz grossa, masculinizada.
Sem paciência para assistir ao vídeo, fui avançando, até chegar à parte pior… Depois gritar muito e empregar técnicas de manipulação de plateia do tipo olhe-para-o-seu-irmão-e-diga-isso-e-aquilo, a “pregadora” começou o testemunho que – como todos sabem – era o “carro-chefe” do seu ministério.
Com todos os trejeitos mencionados, a “avivalista” chama à frente o seu marido – ao som de muitas glórias a Deus – e diz que Jesus Cristo havia transformado a sua vida por completo, libertando-a da homossexualidade e dando-lhe uma linda família. Alguns anos depois, no entanto, a “pregadora” teve uma recaída…
Há pouco tempo, ela resolveu assumir a sua “orientação sexual” e fundar, junto com a sua companheira, a Comunidade Cidade de Refúgio, em São Paulo. Agora, ela, que visitou várias igrejas brasileiras e usou o nome do Senhor – em vão, é evidente – para contar o testemunho de que fora liberta do lesbianismo, está afirmando que o “sistema evangélico” a obrigava ser contrária à sua “orientação sexual”.
Ela passou rapidamente da condição de ex-homossexual para a de ex-heterossexual! Antes, uma pecadora arrependida, teve coragem de pedir perdão em público por ter tido uma recaída. Agora, dizendo-se vítima dos próprios evangélicos, funda uma “igreja inclusiva” para ajudar todas as pessoas, inclusive as que sofrem preconceito no meio evangélico…
Em resumo, a tal “pregadora” enganou o seu esposo, o povo de Deus e a si mesma. Mas nunca enganará o Espírito Santo! “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).

Manifestantes queimam templo da Universal


Manifestantes senegalenses atearam fogo mais uma vez na sede da Igreja Universal do Reino de Deus, localizada cidade de Dacar, Senegal. O grupo de manifestantes já tinha atacado a igreja na noite da segunda-feira protestando contra os cortes de eletricidade na capital do país.
Segundo informações da Agência EFE, a sede da IRUD, situada no bairro popular de Grand Dacar, ficou completamente destruída.
No domingo, 26, dezenas de jovens mulçumanos atacaram um lugar de oração da comunidade de testemunhas de Jeová em Yoff, cidade próxima a Dacar, o crime aconteceu porque os autores não aceitavam a presença dos TJs na cidade de maioria mulçumana.
“Estamos travando uma dura batalha para dizer não às más práticas em Yoff. Nunca aceitaremos a construção de uma casa de Jeová”, afirmaram os agressores.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Missionária Lana Houder e companheira pastora lésbica afirmam que pregarão a Palavra de Deus na Parada Gay

Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada Gay de São Paulo, em 26 de junho, para “evangelizar” os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a Parada Gay como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos homossexuais.

“A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original”, diz Lanna Holder. Para a pastora, há no movimento promiscuidade e uso excessivo de drogas. “A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo.”

As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. “Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas”, diz.

Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da Parada Gay, diz que o evento “jamais perdeu o viés político ao longo dos anos”. “O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.”

Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. “Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso.”

Negação e aceitação da sexualidade

As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das inclinações sexuais de ambas. “Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito”, afirma Lanna. “E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia”, diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.

“Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá”, diz Lanna.

A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. “Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.”

Igreja Cidade de Refúgio

Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. “Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes”, diz Lanna.

Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. “Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias”, diz Rosania.

Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. “A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso”, afirma Lanna.

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